Margens

by Zumpiattes

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about

Nosso medo é que um dia os jovens da Baixada Fluminense deixem de fazer música. Dizemos isso porque, diretamente de Nilópolis (RJ), a Zumpiattes lança pela Valente Records seu primeiro EP, “Margens”, e ele é uma das coisas mais bonitas que você vai ouvir esse ano.

São 6 faixas que exploram uma mistura entre o folk e o alternativo, chegando a um resultado que é sonoramente reconfortante e emocionalmente autêntico. Um passeio que engatilha emoções universais que são recebidas por cada um de forma particular. Entre violões, violinos, pianos e até sinos de bicicleta que revestem a sonoridade, unem-se letras que, envoltas por um vocal marcante, dissertam sobre algo que soa tão próximo do ouvinte que é capaz de levá-lo para bem longe – à cidade, ao campo, ao mar e de volta à terra.

OUÇA EM:

Youtube: www.youtube.com/playlist?list=PL8fhMUFeynmG2WtZZkjkFYHKptJxY-O8F

Spotify: open.spotify.com/album/5vPiZfy5TYoLOaVREfTQA8

credits

released March 21, 2017

Bruno Figueiredo - Violão, Voz
Victor Andrade - Baixo
Djalma Soares - Bateria
Guilherme Ghellere - Guitarra

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all rights reserved

about

Valente Records Duque De Caxias, Brazil

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Track Name: Do Campo
Abre ferida e cicatriza
Onde se machucou
Na piscina se afoga
Onde alguém lhe ensinou

A nadar de olhos fechados
Pra não enxergar
O que viria em sua frente
Quando estivesse no mar

A chegada é tão verde
Vento fresco a passar
Entre meus dedos a certeza
Que incertezas não há

Que por aqui eu só preciso ver
O tempo passar
Observar a lua crescer
Sementes vão germinar

E no campo eu estou,
E no campo eu sou,
Sombra e luzes da cidade para trás ficou
Track Name: Em Alto Mar
E em alto mar
É de navegar
Os que querem descobrir

Perdido lugar
Fardado a remar
Caminho a seguir

Tempo já não é
Amigo maré
O preço a pagar

Faz mais uma prece
Que a onda regresse
pro mar se acalmar.

E em alto mar
Eu vou entrar
Para te encontrar

E calado porém
Retido em quem
Não soube se entregar

Ainda não se encontrou
Ainda não achou
Náufrago das maravilhas
Que no mar contemplou

E em alto mar
Eu vou navegar
A ver o que descobrir

Perdido lugar
Cercado a vagar
A fé que está por vir

Tempo já não é
Amigo maré
O preço a pagar

Fiz mais uma prece
Pra que a onde regresse
Pro mar se acalmar

E em alto mar
Eu vou entrar para te encontrar

E calado porém
Retido em quem
Não soube se entregar

Ainda não me entreguei
Ainda não me achei
Náufrago das maravilhas que do mar contemplei

E em alto mar...
(Coral)
Track Name: Laço de Cetim
Correu pra beirada da ponte
Perdeu seu sapato aonde
Se esconde
Os segredos da mente

Rasgado vestido, de longe
Vi pedaços de vida, ao monte
Na pele
De quem sente

Não se perca assim
Se esconda em mim
Não acredite em sorte ou azar
Não acredite em tudo que vão contar

Perdido, cansaço e descalço
Me vi deitado no asfalto
Quando quis
Te tirar de onde estou

Acenda essa luz do espaço
Aqueça esse ar congelado
Que sufoca
Com uma corda nós dois

Não se perca assim
Se esconda em mim
Não acredite em sorte ou azar
Não acredite em tudo que vão passar

Não vou perder a razão também
Sozinho me dou tão bem
Acho que tudo segue rumo para o fim

Não se perca assim
Se esconda em mim
Não acredite em sorte ou azar
Não acredite em tudo que vão contar
Track Name: Dança a Dois
Quatro pés em passos curtos
Algo a dominar
A união entre dois mundos
Corpos a girar

Entre erros e acertos
Algo a estudar
Diplomacia e seu jeito
De se lidar

Abriu mão de ter
Todo o lugar
Decidiu reter
Meu improvisar
Agregou ao ser
Coisa pra gerar
Movimento equilibrado
Dois a ganhar

Dança a dois
O passe foi
Sobre os mesmos pés
Que juntou

Dança a dois
O par se foi
Sobre os mesmos pés
Que chegou

Quatro pés em passos curtos
Eu já dominei
A união entre dois mundos
Corpos eu girei

Entre erros e acertos
Muito estudei
Diplomacia e seu jeito
Com jeito lidei

Abri mão de ter
Todo o lugar
Decidi reter
Meu improvisar
Agreguei ao ser
Coisa pra gerar
Movimento equilibrado
Dois a ganhar

Dança a dois
O passe foi
Sobre os mesmos pés
Que juntou

Dança a dois
O par se foi
Sobre os mesmos pés
Que chegou

Dança a dois
O passe foi sobre os mesmos pés que eu nasci

Dança a dois
O par se foi sobre os mesmos pés que eu parti
Track Name: Não Sei Porquá
Não sei porquá
A cada dia perco a respiração
Já não sei mais o que vestir quando acordar
Não tem mais graça roupa quente no verão
As cores vivas me faziam levantar

Os ratos mortos que eu achava no porão
Eram motivo para eu me gargalhar
Chegava até a perder minha respiração
Hoje desinfetante e lixo pra jogar

Ahh

Deixei pra lá
As plumas que acompanhavam meu andar
Cada segundo que eu olho para o chão
Lembro o cinza do apê, não vou ficar
Braços abertos, estendidos para o vão

A porta bate e eu reclamo pra abrir
O olho abre e eu reclamo pra fechar
A chuva cai e eu reclamo pra cessar
Sempre nesse porquá

Ahh
Track Name: Da Cidade
Eu olho pra cidade e não consigo entender
A lógica e o plano que todos querem saber

A força que alimenta
A alma é sedenta
A voz que fala baixo ao coração

Será que a vontade é a razão pra eu não lembrar?
As ideias vem na noite e se perdem ao acordar

A ideia é criada
E a forma abstrata
Que tangem abordar do meu saber

Será que o instinto grita mais alto que a razão?
E que quando a chuva cai ainda existe essa questão?

De que somos todos aves
Que ainda pairam pelo chão
E que a nossa lucidez
É motivada pela opressão

E eu não sou ninguém de ir
Atrás de vida e prosseguir
Ir além de onde os outros sempre vão

E eu não sou ninguém de ter
Medo do caminho perder
Pois a estrada já começa em contramão

Eu olho pra cidade e não consigo entender
A lógica e o plano que todos querem saber

A força que alimenta
A alma é sedenta
A voz que fala baixo ao coração

Será que a vontade é a razão pra eu não lembrar?
As ideias vem na noite e se perdem ao acordar

A ideia é criada
E a forma abstrata
Que tangem abordar do meu saber

Será que o instinto grita mais alto que a razão?
E que quando a chuva cai ainda existe essa questão?

De que somos todos aves
Que ainda pairam pelo chão
E que a nossa lucidez
É motivada pela opressão

E eu não sou ninguém de ir
Atrás de vida e prosseguir
Ir além de onde os outros sempre vão

E eu não sou ninguém de ter
Medo do caminho perder
Pois a estrada já começa em contramão

E eu não sou ninguém de ir
Atrás de vida e prosseguir
Ir além de onde os outros sempre vão

E eu não sou ninguém de ter
Medo do caminho perder
Pois a estrada já começa em contramão